Do dado à proteção: Computação e resiliência climática no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.5753/compbr.2026.57.9300Keywords:
resiliência climática, adaptação, computação, Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia, justiça climática, sistemas de alertaAbstract
A mudança do clima já reorganiza o presente e desloca a agenda internacional da mitigação para a adaptação e a construção de sociedades resilientes. Este artigo sustenta que, no Brasil, onde clima e desigualdade se sobrepõem, a Computação deixa de ser suporte e se torna infraestrutura pública de adaptação, capaz de transformar previsão em decisão e decisão em proteção. Discutem-se os gargalos de dados, infraestrutura e capacidade institucional, sobretudo nos municípios mais vulneráveis; o papel das redes científicas, em especial dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs); e a oportunidade de o país desenvolver tecnologias de adaptação para os trópicos. Conclui-se que a contribuição mais relevante da Computação brasileira pode ser tornar-se uma infraestrutura de justiça climática, capaz de enxergar as desigualdades e ajudar a chegar primeiro a quem mais precisa.
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Referências
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