OntoBNCC: Uma ontologia educacional baseada em experiências para operacionalizar a BNCC na educação básica
DOI:
https://doi.org/10.5753/rbie.2026.7693Keywords:
Ontologia, BNCC, Computação, Cultura Maker, Estados Afetivos, Engenharia de OntologiasAbstract
A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Computação impõe desafios que transcendem a esfera normativa, evidenciando uma lacuna significativa entre as diretrizes oficiais e a realidade operacional da sala de aula. Este trabalho apresenta a concepção e validação da OntoBNCC, uma ontologia de domínio desenvolvida para formalizar as competências e habilidades da BNCC, servindo como infraestrutura de conhecimento para sistemas inteligentes de apoio ao planejamento e à avaliação pedagógica. A pesquisa adotou uma abordagem \textit{bottom-up} e seguiu o rigor das sete etapas da Metodologia 101, integrando marcos regulatórios a teorias pedagógicas consolidadas, como a Taxonomia de Bloom, e a dimensões afetivas do aprendizado. O desenvolvimento foi subsidiado por um estudo de caso composto por cinco oficinas temáticas fundamentadas na Cultura Maker, abrangendo eletrônica, robótica, modelagem 3D e realidade virtual, que envolveram 46 estudantes e 11 professores dos Anos Finais do Ensino Fundamental. A aplicação sistemática dos instrumentos SAM e SELFIE permitiu a extração de requisitos empíricos e a captura de estados emocionais discentes, convertendo a subjetividade do cotidiano escolar em axiomas lógicos e regras SWRL. A validação técnica, realizada por meio de Questões de Competência e inferências automatizadas com o raciocinador Pellet, demonstrou a consistência do modelo e sua capacidade de processar dados reais, reduzindo ambiguidades na transposição dos documentos curriculares para ambientes automatizados. Os resultados sugerem que a OntoBNCC provê um suporte seguro para a decisão pedagógica, permitindo a recomendação de trilhas de aprendizagem baseadas tanto no rigor curricular quanto no histórico de engajamento real observado em contextos escolares práticos. Como contribuição para a ciência aberta, o artefato OWL e os códigos das consultas SPARQL estão disponíveis em repositório público para reuso pela comunidade.
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